terça-feira, 26 de março de 2013

Com a insônia e a noite (um ménage)





Noite insólita, nem quente nem fria...
E a fumaça de meu cigarro traz-me ela,
A insônia... a cada trago sinto seu beijo
A cada beijo sou tragado...
Convidas-me para contigo dançar?
Eu vou, e juntos, dançamos e
Fumamos e bebemos e brindamos!
E a noite sem lua, sem brilho, sem chuva,
Consagra-me teu manto para que com ele,
Eu possa , em véu, roçar tua nudez.
No manto que te vela, meu ósculo;
E a nudez que a mim revelas, eu toco;
E a noite que nos cobre com manto, oro.
Sobra o copo quase vazio,
As cinzas em uma, no borralho.
E antes de ir-me, mas dois tragos,
Mas dois goles, para mim e para ti e,
À noite, boa noite!
Foi boa a noite...

Anderson L. de Souza

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